A Deutsche Telekom iniciou uma mudança importante em seu espectro. A operadora alemã retirou o LTE da faixa de 2100 MHz e passou a usá-la apenas para 5G.

    Com a decisão, quem já navega em 5G deve perceber conexões mais estáveis em locais movimentados, enquanto o LTE perde capacidade nesse pedaço de frequência.

    O que muda na frequência de 2100 MHz

    Fim do compartilhamento DSS

    Até agora, a Telekom adotava o Dynamic Spectrum Sharing, tecnologia que permite alternar entre LTE e 5G no mesmo canal, conforme a demanda. A partir de hoje, esse compartilhamento deixa de existir na faixa de 2100 MHz: todo o bloco passa a ser dedicado ao 5G.

    Segundo Alexander Jenbar, diretor de tecnologia da companhia, o DSS cumpriu o papel de acelerar o lançamento do 5G sem exigir frequências exclusivas. Com a rede já popular, a empresa concluiu que vale a pena reservar o espectro inteiro para a quinta geração.

    Ganhos imediatos para o usuário 5G

    Na prática, aparelhos compatíveis terão mais banda disponível, o que reduz quedas de velocidade em estádios, estações ou centros comerciais onde o 3,6 GHz ainda não chegou. A operadora projeta 1 Gbit/s de download em 90% das antenas, meta que inclui a faixa recém-liberada.

    Como fica o LTE depois da mudança

    Outras faixas continuam ativas

    O LTE não será desligado. Ele continua operando em 800, 900, 1800 e 2600 MHz, faixas que oferecem boa cobertura urbana e rural. Para quem usa smartphones só 4G, nada muda em termos de conectividade: o telefone escolhe automaticamente outra frequência disponível.

    Possíveis oscilações de velocidade

    Apesar disso, testes recentes em pontos de grande fluxo, como a Estação Central de Munique, já mostraram gargalos no 4G. A retirada de 20 MHz em 2100 MHz pode acentuar a disputa por recursos nesses locais até que o 5G assuma o tráfego pesado.

    Rede “Ultra-Capacidade” em construção

    Combinação de frequências baixas e altas

    A Telekom reorganiza todo o portfólio para criar o que chama de ultra-capacidade. Faixas baixas (700, 800 e 900 MHz) garantem alcance a grandes áreas e penetração em prédios, enquanto as médias (1500, 1800 e 2100 MHz) oferecem mais largura de banda.

    Para tráfego extremo, a companhia recorre ao 3,6 GHz, instalado em aeroportos, estações de trem e cruzamentos de rodovias. O plano é que 90% dos locais combinem esses blocos, entregando a velocidade-alvo de 1 Gbit/s por célula.

    Desligamento do GSM em 2028

    A próxima etapa importante será o fim da rede 2G. Em 2028, o GSM será desativado na Telekom, liberando ainda mais 900 MHz, hoje parcialmente ocupado por LTE. A empresa não confirma se migrará toda a faixa para 5G, mas o histórico recente sugere que sim.

    E no Brasil, quanto custa entrar no 5G?

    Smartphones 5G já partem de R$ 1.200

    Para o leitor do Mania de Celular que pensa em aproveitar essas velocidades, vale lembrar que no mercado brasileiro um celular 5G novo pode ser encontrado a partir de R$ 1.200, caso do Xiaomi Redmi 10 5G em promoção. Modelos intermediários como o Samsung Galaxy A34 giram em torno de R$ 1.800, enquanto topo de linha, como o Galaxy S24 Ultra, ultrapassam R$ 6.500.

    Planos móveis 5G das grandes operadoras brasileiras custam a partir de R$ 59,90 mensais, variando conforme franquia de dados e benefícios extras. Ou seja, o acesso à quinta geração já é realidade por aqui, embora a cobertura ainda seja restrita a capitais e cidades de médio porte.

    O que o usuário precisa fazer

    Verifique se o aparelho suporta banda n1

    Com a transição da faixa de 2100 MHz para o 5G, é importante que o smartphone seja compatível com a banda n1, nomenclatura 5G desse espectro. A maioria dos modelos lançados em 2023 já traz suporte, mas vale confirmar nas especificações antes de viajar para a Alemanha.

    Quem permanecer no 4G continua navegando normalmente. Apenas em cenários de alta demanda a navegação pode ficar mais lenta, reflexo direto da menor fatia de espectro destinada ao LTE.

    Resumo rápido

    • A Telekom removeu o LTE da faixa de 2100 MHz e destinou 100% dela ao 5G.
    • O LTE seguirá ativo em 800, 900, 1800 e 2600 MHz, mas perde capacidade.
    • Objetivo é oferecer 1 Gbit/s em 90% das antenas.
    • GSM será desligado em 2028, liberando mais 900 MHz.
    • No Brasil, celulares 5G custam a partir de R$ 1.200 e planos começam em R$ 59,90.

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    Sou redator especializado em conteúdo tech e entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo reviews, dicas e comparações, com experiência como colunista em sites de referência.