Block Blast, o quebra-cabeça que tomou conta das telas de smartphones desde 2022, continua a bater recordes globais. Mesmo com a desaceleração natural dos downloads, o título sustenta uma base fiel de jogadores e transforma visualizações de anúncios em muito dinheiro.
Segundo dados de 2026, o game alcança números que poucos aplicativos casuais conseguiram atingir. A seguir, veja como estão as métricas de audiência, receita e engajamento deste fenômeno mobile, que também desperta a curiosidade dos leitores do Mania de Celular.
Panorama de 2026
Downloads acumulados: 870 milhões
Faturamento diário com anúncios: US$ 584 mil (cerca de R$ 2,9 milhões)
Jogadores ativos por dia (DAU): 35,5 milhões em maio
Jogadores ativos por mês (MAU): 208,7 milhões em maio
Tempo médio de sessão: 12,06 minutos
Os dados compilados pela plataforma AppMagic indicam que, mesmo com queda de 60 por cento nos downloads mensais desde o pico em 2024, a comunidade se mantém quase estável, sinalizando maturidade do produto.
Ainda é popular em 2026?
Sim. Block Blast segue entre os títulos mobile mais jogados do planeta. Em maio, somou 19,6 milhões de instalações, número suficiente para mantê-lo nos rankings de aplicativos gratuitos das lojas.
A transição de “máquina de crescimento” para “máquina de retenção” foi bem-sucedida: enquanto as instalações diminuem, o MAU se mantém acima de 200 milhões desde 2025, um feito raro no universo dos puzzles casuais.
Mudança de indicadores
Downloads mensais no pico (dez/24): 49,1 mi
Downloads mensais atuais (mai/26): 19,6 mi
Queda: 60 por cento
Esse comportamento é típico de hits casuais: após a explosão inicial, as equipes focam em manter usuários ativos e elevar a monetização por meio de publicidade dentro do app.
Visão geral do jogo
Publicadora: Hungry Studio
Lançamento: 3 de abril de 2022
Gênero: Quebra-cabeça de blocos (block puzzle)
No game, o usuário arrasta peças para um tabuleiro 8×8 e tenta completar linhas ou colunas. A mecânica simples, combinada a milhares de testes A/B conduzidos pelo estúdio, torna as partidas curtas e viciantes.
Quantas pessoas jogam Block Blast?
Desde a estreia, o título registra média histórica de 17,3 milhões de jogadores diários e 104,5 milhões mensais. Hoje, esses índices estão quase o dobro da média, mostrando que o auge não passou totalmente.
Evolução recente de DAU e MAU
Em dezembro de 2025, o DAU bateu 38,2 milhões. Cinco meses depois, permanece em 35,5 milhões — variação pequena diante do tamanho da base. A consistência reforça a força da retenção.
Downloads acumulados
Com 870 milhões de instalações, Block Blast entrou para o seleto grupo dos jogos mais baixados da história recente. Somente em 2025 foram 363 milhões, número que o colocou no topo das listas globais pelo segundo ano seguido.
Para 2026, já são 121 milhões de novos downloads até maio, ritmo suficiente para ultrapassar a marca de 1 bilhão até o fim do ano, caso não haja uma desaceleração mais brusca.
Imagem: Andrea Knezovic
Receita: quase tudo vem de anúncios
Embora a receita via compras internas (IAP) não passe de US$ 66 mil desde o lançamento, o faturamento publicitário compensa: o jogo arrecada cerca de US$ 17,5 milhões por mês exibindo intersticiais e anúncios recompensados.
Em datas quentes, como a Black Friday de 2025, analistas estimam picos de até US$ 1,8 milhão num único dia. Nesse modelo, o que vale é a escala de impressões — e Block Blast entrega bilhões.
Por que o modelo funciona?
Sessões curtas, falhas frequentes e anúncios opcionais criam momentos naturais para exibição de publicidade. O usuário assiste para ganhar vidas extras ou reviver a partida, gerando alta taxa de opt-in e receita por cabeça significativa.
Quem joga Block Blast?
O jogo é democrático, mas a maior tração vem da geração Z e de mercados como Estados Unidos, Filipinas, Alemanha, Rússia, Indonésia e Reino Unido. O quebra-cabeça também atrai público feminino, característica comum do gênero.
Engajamento e retenção
Os jogadores passam em média 12 minutos por sessão, voltando 2,7 vezes ao dia. A retenção, embora tradicionalmente baixa em puzzles, apresenta 26,1 por cento no primeiro dia e 1,1 por cento no trigésimo — números suficientes quando se trabalha com milhões de novos usuários mensais.
Aquisição de usuários em larga escala
A Hungry Studio investe pesado em campanhas pagas em diversas redes, além de testar criativos com cortes rápidos e “quase falhas” que funcionam bem no feed. O orçamento é bancado pela própria renda publicitária, criando um ciclo autofinanciado.
Expansão para novos canais
Além de mídias sociais, a empresa explora anúncios em TV conectada e acordos com fabricantes para pré-instalar o game. A diversificação amplia o alcance e mantém o funil cheio, mesmo após dois anos de maturidade.
Desempenho no Brasil
No mercado brasileiro, Block Blast aparece entre os aplicativos mais baixados na Google Play e na App Store, impulsionado pela oferta gratuita e pelo apelo de partidas rápidas. Considerando a cotação média do dólar em 2026 (R$ 5,00), o faturamento diário de US$ 584 mil equivale a aproximadamente R$ 2,9 milhões.
Os valores mostram como o game se tornou referência em monetização baseada em anúncios, estratégia que outras produções nacionais observam com atenção.
Principais números resumidos
• 870 milhões de downloads totais
• 208,7 milhões de jogadores mensais em maio de 2026
• Receita diária de US$ 584 mil com publicidade
• Sessões de 12 minutos, 2,7 vezes ao dia
• Retenção D1 de 26,1 por cento
Com uma comunidade gigante e uma engrenagem de anúncios bem-afinada, Block Blast deve continuar a gerar cifras robustas, mesmo que o ritmo de novas instalações diminua. Enquanto isso, outros estúdios observam e buscam repetir a fórmula de sucesso do quebra-cabeça da Hungry Studio, que segue inspirando o cenário mobile global.
